sexta-feira, 18 de maio de 2018

POR INDICAÇÃO DO PONTA-ESQUERDA NEI, VOLANTE CELSO JOGOU NA FERROVIÁRIA



Celso foi um volante que jogou na Ferroviária em tempos difíceis do clube. Começou em junho de 1994 e permaneceu até julho de 1997. Jogou mais como volante, mas também atuou como meia-direita e lateral-direito.

“Sou nascido em Bauru e vivi minha infância em Garça, e com 14 anos fui para Ibitinga onde comecei a treinar com Nei, ex-ponta-esquerda da nossa Ferrinha e depois Palmeiras.”


NA FERROVIÁRIA

“Fui para a Ferroviária como volante, mas atuei também como lateral-direito e meia. Mas joguei mais como volante.”

Em 1994, Celso jogou nos Juniores sob o comando de Bazani.

Em 1995, com Mazinho como técnico, teve sua primeira chance nos profissionais, fazendo sua estreia no Pacaembu, contra o Corinthians.

“Agremiação que aprendi a amar e que tive o prazer de defender por três anos. Anos muito difíceis, mas sempre com muito respeito a todos os companheiros e torcedores. A Ferroviária foi o meu primeiro clube (onde fiz muitos amigos, com os quais mantenho contato até hoje) e que me apresentou ao futebol. Sou muito grato à AFE.”





UMA EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL

“Saindo da Ferroviária fui jogar no Appoel Kfar Saba, de Israel, onde tive uma ótima experiência internacional.”




A VOLTA AO BRASIL/NOVOS CLUBES

“Voltando ao Brasil, fui jogar pelo Flamengo de Guarulhos.

Em 2000, voltei para minha cidade de infância para jogar pelo Garça Futebol Clube. Depois fui para a Inter de Limeira, União de Mogi das Cruzes, Moto Clube (Maranhão), União Agrícola Barbarense.

E em 30 de junho de 2002, no dia em que o Brasil se tornou pentacampeão, encerrei minha carreira como atleta profissional aos 26 anos de idade. Parei de jogar por minha própria escolha.”






ATUALMENTE

“Hoje resido em Garça, onde tenho um ‘disk água’ há cinco anos, e, desde 22 de dezembro de 2017, juntamente com um amigo que o futebol me deu, estamos à frente do retorno do Garça Futebol Clube.”  

Celso é técnico do Garça e aparece na foto com o diretor Júlio César e o preparador físico César Santos.





FICHA TÉCNICA

Apelido: Celso
Nome completo: Celso Aparecido Felipe de Souza
Nascimento: 24 de maio de 1976
Cidade: Bauru (SP)
Posição: Volante, mas também jogou na meia e na lateral-direita.
Clubes: Na Ferroviária, de junho de 1994 a julho de 1997, Indicado por Nei, ex-ponta-esquerda da AFE e do Palmeiras.  Depois da Ferroviária, Appoel Kfar Saba, de Israel. Voltou ao Brasil e jogou no Flamengo de Guarulhos. Na sequência: Garça, Inter de Limeira, União de Mogi das Cruzes, Moto Clube (Maranhão) e União Barbarense.

Último jogo, aos 26 anos: Dia 30 de junho de 2002, pelo Garça, contra o Independente de Limeira, data em que o Brasil se tornou pentacampeão mundial.



Fontes:
- Entrevista concedida por Celso, via Facebook. 
- Acervo de “Ferroviária em Campo”

Fotos:
Gentilmente cedidas pelo entrevistado


ESTE TRABALHO DE PESQUISA PODE SER USADO LIVREMENTE, DESDE QUE SEJA CITADA A DEVIDA FONTE.


Elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

quinta-feira, 17 de maio de 2018

AFEANOS CAMPEÕES BRASILEIROS




Houve um tempo em que se disputava o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais. 

Com a excelente campanha desenvolvida pela Ferroviária no Campeonato Paulista de 1959, o técnico da Seleção Paulista, Aymoré Moreira, convocou três atletas afeanos para integrarem o elenco do selecionado bandeirante: Rosan, Dudu e Bazani.

Então, nos primeiros meses de 1960, realizou-se o certame nacional de seleções estaduais e o estado de São Paulo sagrou-se campeão.
Os três craques grenás tornaram-se, assim, campeões brasileiros de 1960.

Houve um fato maiúsculo para o currículo de Bazani, em dado momento da competição. Para o jogo dos paulistas contra os baianos, no Pacaembu, Aymoré resolveu escalar Bazani, deixando Pelé no banco de reservas.

Foi só no primeiro tempo que o Rabi jogou. Os paulistas ganharam esse período por 1 a 0, gol de Pepe. Para a etapa complementar, o técnico sacou Bazani e colocou o Rei, que entrou qual uma fera. Resultado final: São Paulo 7 x 1 Bahia.

Mas... o camisa 10 afeano teve o gostinho de começar uma partida jogando... e no espaço que seria normalmente ocupado pelo maior futebolista de todos os tempos.


REVISTA DO ESPORTE

Em sua edição nº 58, datada de 16 de abril de 1960, à página 35, a REVISTA DO ESPORTE, uma publicação carioca, destacou na seção “Flagrantes” o feito dos atletas afeanos Rosan e Bazani, mas é preciso dizer que também Dudu esteve compondo o elenco dos paulistas naquele certame nacional.
Dudu

Um fato realmente extraordinário para uma equipe interiorana: ter três jogadores convocados para uma seleção estadual... e mais que isso, tê-los de volta consagrados como campeões brasileiros.

A foto com Rosan e Bazani, mostrada na Revista do Esporte, apresenta como cenário o Maracanã, e ela foi tirada por ocasião do jogo amistoso entre Fluminense e Ferroviária, realizado no dia 6 de março de 1960 e vencido pelos cariocas, 3 a 0. Só que, dez dias depois, no jogo de volta disputado na Fonte Luminosa, a Ferroviária goleou o Flu por 5 a 1.     





O DESTINO DOS TRÊS

Em ocasiões diferentes, os três atletas acabaram indo para clubes grandes paulistas. Rosan, para o Palmeiras; Bazani, para o Corinthians; e Dudu, também para o Palmeiras.



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PESQUISA, ELABORAÇÃO E EDIÇÃO DE:
VICENTE HENRIQUE BAROFFALDI E PAULO LUÍS MICALI

quarta-feira, 16 de maio de 2018

"BAZANI É O MAIOR CRAQUE QUE EU JÁ VI"





Na certa, muitos esportistas já bem experientes poderiam ter dito o mesmo.

Porém, a frase se reveste de um significado especial quando se nota que ela foi proferida por um antigo craque da história do Corinthians, quando perguntado pela REVISTA DO ESPORTE.

Na edição nº 64  da publicação semanal carioca, à página 44, vamos encontrar uma declaração preciosa do meia-esquerda Rafael.


Quem foi ele?

Rafael

Rafael Chiarella Neto jogou no Timão nos anos 50 e 60, ao lado de craques do porte de Luizinho, Gylmar, Carbone, Baltazar, Cláudio...

Ganhou o apelido de "Menino de Ouro". Pelo Corinthians, fez 451 jogos e marcou 111 gols.




"Ferroviária em Campo" mostra o conteúdo da página 44 da Revista do Esporte nº 64, datada de 28 de maio de 1960.




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Pesquisa, elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

EX-CRAQUE PIROLA PRESENTEIA UM DOS GRANDES TORCEDORES DA FERROVIÁRIA




Kiko
Quem não conhece o Kiko (Henrique Kiko Nakada) dos Correios?

Torcedor inveterado da Ferroviária, Kiko faz questão de dizer que não divide essa paixão com nenhum outro clube. É torcedor da Ferroviária e de mais ninguém.

Dentro desse espírito de absoluta fidelidade, Kiko vem de ser contemplado com um presente valioso pelo seu significado: o ex-craque de bola Pirola, ou Pirolinha (como foi inicialmente alcunhado) deu-lhe duas camisas que usava como mascote da Associação Ferroviária de Esportes.
Luis Alberto Pirola

Pirola cresceu na Ferroviária, ao lado do time, dentro do gramado, por força de uma condição: ser filho de um atleta dos primeiros tempos de Locomotiva: Helcias. O araraquarense Helcias Pirola, que tão bem defendeu a AFE, de 1954 a 1960, como médio esquerdo.


O mascote Pirolinha está sentado na bola e abraçado pelo centroavante artilheiro Gomes

Após iniciar na Ferroviária, Pirolinha passou pelo Guarani e Fluminense, antes de chegar à Seleção Brasileira, defendendo-a nos Jogos Pan-Americanos de 1975. Na maior goleada da história do selecionado nacional – 14 a 0 contra a Guatemala – Pirola marcou 4 gols. Atacante, Jogou 12 temporadas no Comercial de Ribeirão Preto, realizando quase 500 partidas com a camisa do Bafo, exibindo a elegância do seu futebol e também a sua versatilidade, atuando em várias posições.

Time do Brasil que enfrentou o México no Pan-americano de 1975 - destaque Luís Alberto Pirola


O PRESENTE

Régio e duplo presente: duas camisas do tempo em que Pirolinha era ainda bem jovem, acompanhadas de uma dedicatória.

Estamos mostrando as camisas do mascote Pirolinha; a dedicatória endereçada ao Kiko; uma foto de Pirolinha figurando junto com uma equipe afeana: e uma foto da AFE de 1956 com a presença do pai de Pirolinha: Helcias Pirola.





DADOS PESSOAIS DE PAI E FILHO

Eis os dados pessoais de dois destacados futebolistas de uma mesma família:


HELCIAS

Nome completo: Helcias Pirola 

Data de nascimento: 8 de junho de 1930 

Cidade natal: Araraquara (SP) 

Posição: Médio-esquerdo

Clubes: São Paulo, DER e AFE, todos de Araraquara.





LUIZ ALBERTO OU PIROLA 

Nome completo: Luiz Alberto Pirola 

Data de nascimento: 8 de julho de 1954
 
Cidade natal: Araraquara (SP)

Posição: Atacante

Clubes: Ferroviária, Guarani, Fluminense, Comercial (SP), Seleção Brasileira (Jogos Pan-Americanos).



Fontes:
- aCERVO DE “FERROVIÁRIA EM CAMPO”
- internet 

Fotos: Camisas (Gentilmente cedidas por Henrique Kiko Nakada); Outras fotos: Melhores da Base; Que fim Levou? e Internet.

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pesquisa, elaboração e edição: vicente henrique baroffaldi e paulo luís micali 

PC DIRIGIU A FERROVIÁRIA EM 50 JOGOS



  
Paulo César de Oliveira foi meio-campista da Ferroviária e goleiro no futsal; foi técnico campeão do mundo no futsal e agora encerra o seu ciclo na Ferroviária como treinador, ao menos nessa série de partidas, contabilizando um título (campeão da Copa Paulista de 2017), duas “escapadas”, pela tangente, no Paulistão, versões 2017 e 2018, além de um vexame no Campeonato Brasileiro da Série D em andamento, onde, em quatro partidas realizadas, a equipe grená sob seu comando empatou dois jogos e perdeu outros dois.

Hoje, 14 de maio de 2018, a Ferroviária anunciou o desligamento de PC da direção técnica do time.

“Ferroviária em Campo” levantou os números de PC treinando a Locomotiva.


PAULISTÃO/2017   

Começou bem, o treinador araraquarense. Jogando na Vila Belmiro, a Ferroviária derrotou o Santos pela contagem mínima e respirou no Paulistão/2017.

No sufoco, escapando na última rodada graças a um 0 x 0 em Ribeirão Preto, bom para Ferroviária e Botafogo, a agremiação araraquarense safou-se da queda, terminando na 14ª posição, sendo que o 15º e o 16º colocados foram rebaixados.

Sob o seu comando, a Ferroviária realizou nove jogos, ganhou três, empatou três e perdeu três, no Paulistão/17.  PC pegou o bonde (ou Locomotiva?) andando. E evitou que ele saísse dos trilhos. No Torneio do Interior, o time foi orientado por Ricardo Moraes.



SUCESSO NA COPA PAULISTA/2017

Então, comandando o time desde o início, PC o conduziu ao título de campeão da Copa Paulista de 2017.  Dos 24 compromissos, em apenas dois ele não esteve presente à margem do gramado, na derrota para o XV de Piracicaba e na vitória contra o Água Santa.

Assim, em 22 partidas com PC, a Locomotiva ganhou 13, empatou seis e perdeu somente três.

Campeã, a Ferroviária garantiu presença no Brasileiro da Série D, versão 2018.



NO PAULISTÃO DE 2018, NOVO SUFOCO

Rainha dos empates (foram oito em 15 jogos), a Ferroviária viveu lances de dramaticidade também na A1 de 18, a exemplo do que já havia acontecido em 17.

Com uma diferença apenas: livrou-se da queda na penúltima rodada, com um novo empate por 0 a 0, e não na última rodada. E terminou na 11ª colocação, melhor, portanto, que no ano anterior.
Mas foi uma nova campanha frustrante.


ENTÃO, VEIO O BRASILEIRO DA D

E com ele, a derradeira decepção. Formando um elenco que decepcionou, numa competição de tiro curto, os grenás realizaram pífias apresentações e só colheram fracassos: duas derrotas para o Tubarão e empates contra Novo Hamburgo (na Fonte) e Cianorte. Em quatro jogos, apenas dois gols marcados.

Não foram só os números negativos que enfureceram a galera afeana; o futebol inoperante se tornou insuportável.


NÚMEROS GERAIS FAVORÁVEIS

Graças à Copa Paulista de 2017, a Ferroviária sob PC foi um time de números positivos.

Em 50 jogos, ela colheu 19 vitórias (38%) e 19 empates (38%), perdendo menos: 12 vezes (24%).

Marcou 64 gols e sofreu 47, tendo saldo positivo de 17 tentos.



EM RESUMO

Dirigida por PC de Oliveira, a Ferroviária foi campeã da Copa Paulista de 2017, livrou-se do rebaixamento em duas edições seguidas do Paulistão (2017 e 2018) e decepcionou no Brasileiro da Série D em 2018, a ponto de a diretoria do clube anunciar, nesta segunda-feira, a saída do técnico.




PERFORMANCE DA FERROVIÁRIA COM PC DE OLIVEIRA COMO TÉCNICO




ESTE TRABALHO DE PESQUISA PODE SER USADO LIVREMENTE, DESDE QUE SEJA CITADA A DEVIDA FONTE.

Fonte:
Acervo de “Ferroviária em Campo”

Fotos: Ferroviária SA; Leonardo Fermiano, Internet.

Pesquisa, elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali 

domingo, 13 de maio de 2018

ACADEMIA SÃO GERALDO, DENTÃO E ADULTO





Time amador que marcou época no futebol araraquarense, a Academia São Geraldo é vista em dois tempos, com times de duas categorias: Dentão e Adulto.

O amigo Mário Rimoldi nos enviou a foto dos adultos. E o amigo Gilberto Gonçalves Teixeira nos mandou a foto do Dentão.

Sempre é bom recordar o passado do nosso amadorismo... e o passado de amigos e conhecidos que se apresentaram como futebolistas.



Em pé, da esq. p/ a dir.: Zé Armando (massagista), Zinho, Celso, Laroca, Ditinho, Hugo, Mário, Valdir e o técnico Dumont. Agachados: Cal, Daniel, Zé Japonês, Deolindo e Hélvio. (clique na foto para ampliar)


Time do dentão da Academia São Geraldo, ano 1970, em pé da esquerda p. direita: Bolinha, Cláudio, Masotti, Mario, Wilson. Abaixados da esquerda para direita: Português. ????, Teixeira, Silvinho, Esquerdinha e Marcão. (clique na foto para ampliar)


Fotos gentilmente enviadas por Mário Rimoldi e Gilberto Gonçalves Teixeira


Elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali

FOTOS DO ARQUIVO DO GUILHERMÃO



Clique na foto para ampliar


EM DESTAQUE, A TORCIDA BOCA DO LIXO

(Clique nas fotos para ampliar)






O futuro da torcida da Ferroviária

A torcida acompanhava o time todos os jogos em casa e fora independente da divisão 

A FERROVIÁRIA representada na Câmara municipal de Itápolis técnico João Ricardo recebendo o título de cidadão Itapolense

Guilhermão

Fotos postadas por Guilhermão no Facebook.

Elaboração e edição: Vicente Henrique Baroffaldi e Paulo Luís Micali